31 de Março de 2025, SGA-RN
Antropólogo e parceira argentina são os primeiros latinoamericanos da história a conquistar o prêmio
Com mais de 35 anos de pesquisas com populações na amazônia e uma consolidada carreira de publicações internacionais, o antropólogo brasileiro Eduardo Brondízio, 61, foi um dos vencedores da edição de 2025 do Tyler Prize, popularmente conhecido como o "Nobel" ambiental.
Professor da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Brondízio divide o prêmio de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,49 mi) com a ecóloga argentina Sandra Díaz. Esta é primeira vez, em 52 anos de história, que a láurea é concedida a indivíduos da América do Sul.
Nascido em São José dos Campos (SP), em uma família com forte ligação rural, o cientista conta que a questão da agricultura e das migrações para áreas urbanas sempre o interessou.
Os estudos na floresta começaram perto de casa, na mata atlântica, ainda na faculdade. O primeiro contato com a amazônia aconteceu em 1989 e nunca parou. Desde então, Brondízio participou de vários trabalhos de campo extensos com diferentes populações ribeirinhas.
A organização do Tyler Prize ressaltou as contribuições do cientista brasileiro para jogar luz sobre a importância de pequenos agricultores e da agricultura familiar no sistema global de alimentação.
"A pesquisa de Brondízio destacou o papel fundamental que os produtores rurais e de pequena escala desempenham na segurança alimentar global. Além de tornar essas contribuições invisíveis mais visíveis, ele tem sido uma voz ativa na defesa da preservação de empregos e conhecimento no setor, pedindo investimentos para combater a pobreza e a desigualdade", disse a comissão do prêmio.
Fonte:DOL









































