domingo, 9 de março de 2025

A missionária sophia Müller

             09 de março de 2025, SGA-RN 


 Por volta de 1949 a missionária Sophia Müller acabou atravessando, sem saber, a fronteira entre Colômbia e Brasil em uma pequena e insegura embarcação. O que parecia ser um erro de direção pelas águas perigosas dos rios Negro e Içana se tornou o caminho para um dos trabalhos missionários mais consistentes realizados na Amazônia Brasileira.


Ali na região norte do Amazonas, conhecida como Cabeça de Cachorro, viviam as tribos Baniwa e Kuripako. Na época, não havia nenhuma presença da fé protestante no local e o índio era explorado pelo homem branco. Hoje, quase sessenta anos depois, há mais de cinqüenta igrejas entre os indígenas da região, o Novo Testamento foi traduzido para a língua local e os índices sociais estão acima da média brasileira.


Esses fatos foram reconhecidos inclusive no meio secular. O fotojornalista Pedro Martinelli, em seu livro Amazônia: O Povo das Águas, diz que os indígenas do Alto Rio Negro e do rio Içana “têm título de eleitor e altíssimo índice de alfabetização em algumas aldeias chega a 95%”. Chama a sua atenção o fato de as comunidades indígenas evangélicas serem muito organizadas e não sofrerem com o alcoolismo.


O médico Drauzio Varela, em artigo à revista National Geographic (maio/2006), descreve como são as moradias dos curipacos e baniuas: “Numa região de moradias precárias, cada família se dá ao luxo de morar em três casas: a da frente serve de dormitório e sala de visitas, na do meio fica a cozinha e na de trás, a casa de farinha. São lindas; gostaria de ter uma igual no campo”.


Segundo o missionário Marcelo Pedro, da Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), que trabalha onde Sophia trabalhou, ela dividia o seu tempo assim: de manhã, alfabetizava o povo; e à tarde ensinava a Palavra de Deus. À noite, descansava e tirava as dúvidas dos indígenas.


Sophia Müller faleceu em 1997, na Venezuela, deixando milhares de indígenas convertidos nas etnias em que pregou o evangelho. A presença evangélica é forte nesses lugares. Prova disso são as conferências que os pastores indígenas realizam de dois em dois meses, que duram cerca de uma semana e reúnem centenas de comunidades. Lá, eles cantam, dançam, estudam a Bíblia e contam testemunhos do cuidado de Deus.


Foto: arquivo

Por: mãos dadas

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