Maior apreensão já registrada pela corporação ocorreu em Roraima; segunda ação resultou na interceptação de 40 kg do metal no Pará
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, em menos de 48 horas, as duas maiores apreensões de ouro da história da corporação. As ações ocorreram nos estados de Roraima e Pará, e somam mais de 140 kg de ouro apreendidos — um prejuízo milionário ao crime organizado que atua na extração e transporte ilegal do minério.
Recorde histórico em Roraima
Na última segunda-feira (4), agentes da PRF interceptaram uma picape que transportava cerca de 103 kg de barras de ouro, em uma rodovia próxima a Boa Vista, capital de Roraima. Esta é considerada a maior apreensão de ouro já feita pela PRF desde a sua fundação.
O motorista do veículo, identificado como Bruno Mendes de Jesus, afirmou aos policiais ser "fiscal de obra", mas não soube informar o nome da empresa para a qual trabalhava nem o local do suposto serviço. A história levantou suspeitas imediatas entre os agentes, que realizaram uma busca minuciosa no veículo e encontraram o metal escondido em compartimentos adaptados.
Bruno foi preso em flagrante por lavagem de dinheiro, usurpação de bem da União e transporte ilegal de minério, e está à disposição da Justiça Federal.
Nova apreensão no Pará
Menos de dois dias depois, uma segunda ação da PRF interceptou um veículo que transportava 40 kg de ouro, desta vez em uma estrada federal no sudeste do Pará, região com histórico de mineração ilegal. A carga estava acondicionada de forma semelhante à anterior, o que levantou a suspeita de que as ações possam estar relacionadas.
O condutor do veículo também não apresentou documentos fiscais ou de origem do material e foi detido. O caso está sendo investigado em conjunto com a Polícia Federal, que avalia a possível ligação com organizações criminosas envolvidas em garimpo ilegal na Amazônia.
Danos bilionários ao crime organizado
Segundo estimativas preliminares, o ouro apreendido pode ultrapassar o valor de R$ 85 milhões no mercado internacional.
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