terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Poder sem virtude: o alerta de Platão ecoa no Brasil

 

                   27 de Janeiro de 2025, SGA-RN

Essa compreensão sobre o exercício do poder, presente no pensamento de Platão, tem sido colocada em dúvida no Brasil diante da atuação considerada arbitrária de setores dos altos comandos do país. Para o filósofo grego, o poder só é legítimo quando exercido sob a orientação da justiça, da razão e do bem comum princípios que deveriam limitar a vontade individual de quem governa.


Em “A República”, Platão alerta que a ausência de virtude nos governantes conduz à degeneração do Estado, abrindo espaço para abusos, autoritarismo e instabilidade institucional. No contexto brasileiro, decisões concentradas, interpretações expansivas de autoridade e a redução dos mecanismos de freios e contrapesos têm alimentado críticas sobre a forma como o poder vem sendo exercido.


O debate público reflete a percepção de que o poder, em vez de revelar compromisso com a justiça como defendia Platão, tem exposto traços de personalismo e arbitrariedade. Quando a autoridade se afasta da lei e da moderação, deixa de servir à coletividade e passa a operar segundo interesses próprios ou circunstanciais, fragilizando a confiança social nas instituições.


À luz do pensamento platônico, o momento exige uma reflexão profunda sobre a qualidade moral de quem exerce funções de comando. Para Platão, governar é um dever ético, não um privilégio. Assim, a atual conjuntura reforça a ideia de que a verdadeira medida dos líderes está na forma como utilizam o poder que lhes foi confiado com limites, responsabilidade e submissão à justiça.


Blogdoriquelmofreitas 


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