A Justiça de São Paulo determinou a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em razão do agravamento do quadro de Alzheimer. A decisão atende a um pedido feito pela família e tem como objetivo garantir a proteção legal e patrimonial do ex-chefe de Estado.
Com a medida, Fernando Henrique Cardoso passa a ser representado por um curador, responsável por administrar questões civis, financeiras e legais em seu nome. O filho, Paulo Henrique Cardoso, foi indicado como curador provisório no processo.
A interdição judicial é um instrumento previsto na legislação brasileira para casos em que a pessoa não possui mais plena capacidade de tomar decisões por conta própria, geralmente em decorrência de doenças que afetam as funções cognitivas. Nesses casos, a Justiça atua para assegurar o bem-estar do interditado e a correta gestão de seus interesses.
O processo corre sob sigilo, como é comum em situações que envolvem questões de saúde e familiares. Aos 94 anos, o ex-presidente enfrenta há alguns anos a progressão da doença, que compromete gradualmente a memória e outras capacidades cognitivas.
A decisão não tem caráter punitivo, mas sim protetivo, sendo adotada em diversos casos semelhantes em todo o país.

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